Como planejar a gestão financeira para o seu pequeno negócio? Você pode estar perdendo muito dinheiro!

A sua pequena empresa pode ser uma mina de ouro inexplorada. Aprenda as técnicas de gestão e planejamento para tornar seu pequeno negócio milionário!

Como planejar a gestão financeira para o seu pequeno negócio?

I – Sumário

– Introdução:
I.I – Antes de tudo, uma boa revisão tributária e Financeira.
I.II – Conceitos
I.III – Por que realizar um investimento pessoal?
I.IV – Por que realizar um investimento empresarial?

II – Introdução ao planejamento:
II.I – Planejamentos (Estratégico, Tático, Operacional).
II.II – Hierarquia Empresarial
II.III – Precisamos falar de Burocracia
II.IV – Organização é tudo – Eliminando o retrabalho
II.V – Identificando e Controlando gastos.
II.VI – Como engajar sua equipe a cortar gastos e potencializar lucros.

III – Planejamento Empresarial e Orçamento:
III.I – Identificando sua receita real.
III.II – Identificando sua despesa real.
III.III – Você precisa gastar menos que ganha, agora!

IV – Investimento:
IV.I – Tipos de investimentos Empresariais e Pessoais
IV.II – Por que investir?
IV.III – Como investir?
IV.IV – Taxas de juros.
IV.V – Quais os riscos?

V – Conclusão:
– Objetivo Principal –
– Dirimir custos, minar desperdícios e reinvestir os recursos poupados

Você aprenderá como alavancar a eficiência tributária, fiscal e financeira do seu negócio.

Vamos tratar também de finanças pessoais. Afinal, tudo parte do cenário micro.

Com uma abordagem de fácil assimilação, usamos linguagem descomplicada e muitas atividades práticas, para transformar gastos desnecessários em investimentos promissores.

Objetivos:

Planejamento e gestão financeira para pequeno negócio - Objetivos

– Apresentar o histórico, os principais conceitos e metodologias de planejamento estratégico;
– Discutir as experiências do grupo no assunto:
– Conhecer o conceito de Gestão Estratégica, entendendo os seus principais pilares.

Quem sou eu:

Luis Fernando Roquette: CFO – Qatar Investement / CFO – O Investidor Moderno / CFO – Maya Energy

  • Investidor profissional, atuando no Mercado Financeiro desde 2014;
  • Day Trader;
  • Professor e Palestrante.

I – INTRODUÇÃO

planejamento e gestão financeira do seu pequeno negócio
planejamento e gestão financeira do seu pequeno negócio

Simplificadamente, pode-se dizer que o planejamento é uma forma de organizar ideias a um certo tema, estabelecendo objetivos e metas, para alcançar resultados.

Este sistema é novo? Claro que não. Desde que o mundo é mundo, o ser humano se vale do planejamento.

Planejamento trata-se de identificar padrões. Antecipar-se a eventos, tomando decisões acertadas.

A cada dia, nossa capacidade de planejamento amplia-se, principalmente com a evolução da tecnologia.

Por tanto, precisamos adaptar-nos.

Planejamento é o primeiro passo para a eficiência.

E o que é eficiência, senão, gerir da melhor forma possível alguma atribuição?

Por isso, valendo-se de planejamento precisamos alavancar nossa habilidade de gerência de recursos.

Realizando um compliance dissecado em nossa organização, identificamos recursos mal alocados.

Daí, a capacitação em melhor aplicar estes recursos, gera Eficiência, que é a palavra de ordem deste material!

A partir da economia, do ato de poupar, conseguimos iniciar aquele, que na minha opinião, é o campo falho no empresariado brasileiro.

Investimento de Recursos.

Investir só é possível, poupando. Porém, poupar é bem diferente de investir…

– Sua empresa pode estar perdendo muito dinheiro alocando erroneamente recursos.
– Sua empresa pode estar deixando de ganhar muito dinheiro, por não saber como investir recursos.

I.I – Antes de tudo, uma boa revisão Tributária e Financeira.

Planejamento e gestão financeira para o seu pequeno negócio - Taxas e tributos

É fundamental realizar um apanhado geral de toda e qualquer saída de capital da empresa.

O fato é.. Quando tratamos de um fluxo de caixa básico, onde registra-se entradas e saídas oriundas de aquisição de produtos, custos, salários, vendas e outros, a conta é básica e descomplicada.

Porém, muitos financistas pecam na hora de identificar, registrar e, principalmente, verificar a aplicabilidade de taxas e tributos.

Obviamente a tarefa de análise minuciosa de taxas e tributos devidos, é algo complexo e exige campo conhecimento técnico.

Mas você pode (e deve) fazer algo a respeito.

– O primeiro passo é Estudar seu Nicho de mercado.

Você deve estar munido de todas as informações possíveis sobre o mercado onde sua empresa atua.

Conhecer as taxas e tributos devidos ao seu tipo de mercado é relativamente fácil. Basta um Google…

A grande sacada não está em apenas conhecer os tributos devidos, e sim, as regras de aplicabilidade.

É muito comum encontrar empresários recolhendo impostos em alíquotas superiores às devidas.

E aí, chegamos no próximo passo:

– O segundo passo: Seu contador é seu melhor amigo.

Pense bem, você aí, na sua empresa… Conhece seu contador?

Qual foi a última vez que se reuniram?

Estreitar os laços com seu contador é a maneira mais eficaz de economizar com o fisco.

Um colaborador motivado é sempre mais eficaz!

E essa regra vale também para os colaboradores terceirizados, como várias vezes, é a contabilidade.

É muito comum encontrar empresas onde há um “contador de fachada”, apenas para cumprir as determinações da lei.

Uma boa contabilidade é, sem dúvidas, das melhores contratações de uma empresa.

  • Indo um pouco além…

Muitas vezes, um time de contabilidade desmotivado ou mal remunerado gera resultados insatisfatórios, deixando, a longo prazo, várias lacunas no recolhimento de impostos que podem ser aferidos e recuperados realizando-se um simples Compliance Tributário.

… Acredite, isso é muito mais comum do que você pensa!

Empresas multimilionárias com verdadeiros batalhões no setor contábil deixam passar muitas oportunidades de recuperação fiscal.

É imprescindível a contratação periódica de um escritório de compliance tributário externo.

Além de identificar ótimas oportunidades de recuperação fiscal, bem como, otimizar ao máximo o pagamento de tributos, a realização do compliance tributário e fiscal por um terceirizado lhe dá uma visão clara e imparcial da qualidade do seu time contábil.

Acredite… ótimos contadores também deixam lacunas. Somos todos humanos.

E se você acha caro o preço de contratar um serviço externo, como o compliance tributário… experimente deixar o barco correr solto.

Agora que lhe mostrei a necessidade de eficiência fiscal e tributária, é hora de aprender conceitos sobre o assunto.

I.II – Conceitos

Planejamento e gestão financeira para o seu pequeno negócio - Conceitos
Planejamento e gestão financeira para o seu pequeno negócio – Conceitos

O planejamento é o que nos separa dos animais.

Planejar é resultado básico da inteligência. Qualquer ser pensante, sobrevive e prospera valendo-se de planejamento.
A organização em sociedade é consequência do planejamento e trabalho mútuo.

Valendo-se da evolução, estamos cada vez mais capacitados a planejar com assertividade.

E é a assertividade que rege o planejamento, afinal, planejar nada mais é que uma tentativa fundamentada de prever o futuro.

Quando falamos de planejamento estratégico para empresas, o assunto é ainda mais complexo.

Pequenas e médias empresas contam com a sapiência de seus líderes, que competem em mercados, onde multinacionais contam com exércitos munidos da última tecnologia de ponta para planejar.

Sua vantagem então, jamais será tática/inteligência/Informação…

A brecha aqui é justamente no seu ponto fraco.

O tamanho pequeno e enxuto de pequenas e médias empresas permite uma análise, uma avaliação, muito mais simples e assertiva.

Você já parou para pensar quantas variáveis os planejadores técnicos da Coca-cola devem considerar?

Outro fato ainda é a facilidade de acesso à informação, graças a burocracia inferior em pequenas e médias empresas.

O acesso a informações e relatórios são descomplicados.

Vamos voltar no tempo…

A Revolução Industrial foi um marco na evolução da administração das empresas.

O planejamento estratégico advém dos militares, e podem ser descritos desde o início dos tempos.

As características básicas deste período são o desenvolvimento do setor fabril, a aplicação da energia à indústria, o melhoramento dos meios de transporte e comunicação, o aumento do domínio do capitalismo e o grande desenvolvimento tecnológico.

A gestão financeira otimizada, por tanto, baseia-se em pilares:

  • . Eficiência Prática
  • . Planejamento Estratégico
  • . Planejamento Tático
  • . Planejamento Operacional
  • . Revisão Objetiva
  • . Eliminação de Retrabalhos
  • . Aplicação de Recursos

I.III – Por que realizar um investimento pessoal?

Planejamento e gestão financeira para o seu pequeno negócio - investimentos
Planejamento e gestão financeira para o seu pequeno negócio – investimentos

Resposta rápida: Como você pretende mudar o mundo se não consegue mudar nem sua vida?

Como você pretende otimizar sua empresa, se sua vida pessoal é um emaranhado?

Toda a análise deve ser feita do cenário Macro ao Micro.

Toda mudança deve ocorrer do cenário Micro ao Macro.

Por isso, se você pretende Poupar, otimizar e investir com sua empresa,parta da sua vida pessoal.

Neste material vou te ensinar três passos básicos para a plena otimização e eficiência na gestão de recursos na sua empresa:

  • Otimizar
  • Poupar
  • Reinvestir

Você deve replicar estes conceitos no seu âmbito pessoal, imediatamente.

Investidores de sucesso são obrigatoriamente pessoas Disciplinadas, Organizadas e Focadas.

Se você ainda precisa de mais algum motivo para realizar um investimento pessoal, toma…

Investidores de sucesso são pessoas Economicamente e Psicologicamente equilibradas.

Hoje, não sejamos hipócritas, saúde financeira é quase que sinônimo de saúde mental, que por sua vez, quase é o mesmo que saúde física!

E não se engane. Investir não é só para ricos. Investimentos são só para disciplinados.

Por tanto, dispa-se de suas descrenças fundamentadas em Preguiça, Ego e Desconhecimento.

Investimentos são democráticos. O Brasil é o melhor país do mundo para investimentos em renda fixa, e tem a 5° maior bolsa de valores e valor agregado!

Há espaço e oportunidade para todos. Porém, só investidores que tratam de forma profissional este desafio prosperam.

Por tanto, não caia naquele papinho furado do seu vizinho que investimento é só pra rico, que bolsa é aposta e bla bla bla… Talvez, ele só faça parte dos 90% da população, Acomodados & Preguiçosos.

I.IV – Por que realizar um investimento empresarial? Partimos agora para o âmbito empresarial.

Qual a importancia do Planejamento e gestão financeira para o seu pequeno negócio

Além de contemplar todos os motivos descritos no item acima, vamos conhecer a fundo os investimentos empresariais.

Quando tratamos de empresas, precisamos antes de tudo, esclarecer dois tipos distintos de investimentos empresariais:

. Investimento PARA a empresa . Investimentos NA empresa.

Gosto de tratar esses dois itens de maneira bem simples e esclarecedora para não restar dúvidas.

O primeiro item, Investimentos PARA a empresa, contempla todos aqueles investimentos financeiros feitos pela empresa almejando ganho de capital.

Já o segundo item, investimentos NA empresa, traduzem investimentos de TERCEIROS na sua empresa. Contemplam qualquer forma de injeção de Capital.

– INVESTIMENTOS PARA A EMPRESA

Neste item, devemos antes observar alguns detalhes.

Empresas que investem são empresas financeiramente saudáveis.

Empresas endividadas não investem, ponto final.

Como tornar-se uma empresa com saldo positivo?

Identificando gastos, analisando-os, poupando, ampliando os ganhos e por fim, investindo.

Vamos tratar a fundo estes tópicos mais a frente….

– INVESTIMENTOS NA EMPRESA

Aqui entramos numa esfera desconhecida a muitos investidores…

Captação de recursos é a saída para tornar-se grande em pouco tempo.

Nada melhor que uma alavancagem financeira num processo promissor.

Apesar de não ser este o foco da nossa apostila, acho importante pincelar mais a frente este assunto também…

II – INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTO

Planejamento e gestão financeira para o seu pequeno negócio
Planejamento e gestão financeira para o seu pequeno negócio

II.I – Planejamentos (Estratégico, Tático, Operacional).

Agora que já sabemos a importância do planejamento, a base de toda a gestão estratégica, vamos conhecer os tipos diferentes de planejamento, bem como, introduzi-los ao seu negócio.

Uma imagem vale que mil palavras né?

pirâmide planejamento estratégico, tático e operacional

Primeira observação:

Mesmo o mais básico dos planejamentos, exige um cargo de confiança para ser exercida.

Isso ocorre pela exigência de um certo grau de gerência e acesso à informação.

Mas não se engane, toda a equipe, desde o funcionário base, deve aprender, praticar e participar ativamente em todos os níveis do planejamento.

O planejamento e a gestão, são sementinhas plantadas pelos gestores, que contaminam toda a equipe com o vírus da eficiência.

. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Tudo começa com o Planejamento Estratégico, onde definimos as estratégias com foco no longo prazo da empresa.
Nesta etapa é preciso buscar sempre uma visão holística da companhia.

Deixaremos os detalhes para os próximos passos, afinal o Planejamento Estratégico geralmente é feito para um período de 5 a 10 anos e seria pouco provável acertar tantos detalhes para um período tão futuro.

O importante aqui é levar em conta todos os fatores internos e externos à organização, por exemplo, o cenário econômico global e a situação do mercado em que a empresa atua.

Uma excelente ferramenta nesta hora é a análise SWOT que mapeia:

. ANÁLISE SWOT

Análise SWOT ou FOFA para pequenos negócios
Análise SWOT ou FOFA para pequenos negócios

Forças, Oportunidades, Fraquezas, e Ameaças. Por isso, é chamada, em português de análise FOFA. Forças
Você já parou para pensar no que sua empresa realmente é boa? Para conseguir defini-las de forma precisa, pense nos seguintes tópicos:

● Quais são as atividades melhor realizadas? ● Quais são os melhores recursos? ● Qual é a sua maior vantagem competitiva? ● Qual é o nível de engajamento dos clientes?

As respostas devem sempre levar em conta a vantagem sobre a concorrência. Quanto melhor posicionar sua empresa, mais importante essa característica deve ser considerada.

Fraquezas:

Como o próprio nome já sugere, as fraquezas são aquelas aptidões que interferem ou mesmo prejudicam o desenvolvimento dos negócios.

● Tenho uma mão-de-obra capacitada? ● Existem lacunas de treinamento? ● Por que a concorrência é escolhida? ● Por que meu engajamento não funciona?

Oportunidades:

São as características que influenciam uma empresa positivamente. Elas dependem de fatores externos e, por isso, não as controlamos. Para identificá-las, é necessário fazer pesquisas que permitam a previsão de acontecimentos que impactem positivamente nos seus negócios.

Ameaças:

As ameaças são eventos com uma influência negativa sobre o empreendimento e, do mesmo modo que as oportunidades, dependem de fatores externos.

Você precisa então, definir as Metas e Objetivos a serem alcançados pela empresa dentro do horizonte que está sendo projetado.

Mas muito cuidado!

Não estamos falando aqui de objetivos como volume de produção ou metas de vendas e sim os Objetivos Estratégicos que empresa pretende atingir, como a posição de mercado que pretende ocupar ou como quer ser reconhecida por seus clientes em dentro de alguns anos.

Alguns exemplos de objetivos estratégicos: . Aumentar a satisfação dos clientes em 20%; . Reduzir os custos produtivos em 15%; . Elevar o índice de capacitação dos funcionários em 30%;

Para deixar mais simples, separamos algumas questões fundamentais que podem ajudar na hora de realizar o Planejamento Estratégico de sua empresa são:

. Quem somos? . O que fazemos? . Por que fazemos? . Onde estamos? . Onde queremos chegar? . O que valorizamos?

É importante ressaltar que apesar de o Planejamento Estratégico ser criado para um horizonte de até 10 anos, é essencial que ele seja revisado e atualizado constantemente.

E aqui vai uma dica VALIOSA que aprendi com custo:

“O Planejamento Estratégico precisa ser inspirador e motivador. Os planos de longo prazo são uma das formas mais simples e poderosas de engajar seus colaboradores com os objetivos da empresa e gerar grande satisfação em todos com o alcance dos resultados.”

Indico o ótimo vídeo (rapidinho, só 5 minutos) da Cris Franklin:

. PLANEJAMENTO TÁTICO

Planejamento tático e gestão financeira para o seu pequeno negócio
Planejamento tático e gestão financeira para o seu pequeno negócio

Avançando um pouco, o próximo passo é a criação do Planejamento Tático. Planos com foco no médio prazo. Um pouco mais detalhes que o Planejamento Estratégico, mais ainda se mantendo enxutos e com certa visão holística.

Uma das principais diferenças do Planejamento Estratégico para o Planejamento Tático é que o primeiro é voltado para a organização com um todo, já o segundo é orientado as áreas e departamentos da empresa, sendo o detalhamento com os meios para atingir os objetivos e metas da organização.

Ou seja, podemos dizer que o Planejamento Tático é a decomposição do Planejamento Estratégico para cada setor, para cada área da empresa.

No Planejamento tático as projeções também são feitas para um período um pouco menor, geralmente de 1 a 3 anos.

E nesta etapa que vamos ter os planos de marketing, os planos de produção, planejamento de pessoal e tudo isto resultando no planejamento financeiro empresarial, com a visão geral de entradas e saídas da companhia para o período que está sendo planejado.

Para facilitar o entendimento, separamos também algumas questões a serem abordadas:

● O que fazer?● Dá para fazer? ● Vale a pena fazer? ● Vai funcionar? ● Quando vamos fazer?

A partir do Planejamento Tático temos como saída os Objetivos Táticos para cada unidade específica da organização (produção, finanças, marketing e de recursos humanos, etc.).

Estes objetivos devem ser criados de forma a garantir que os Objetivos Estratégicos sejam alcançados. Alguns exemplos de Objetivos Táticos:

● Garantir que os pedidos de clientes sejam atendidos em no máximo 01 dia; ● Garantir que nenhum produto com defeito seja comercializado; ● Garantir que 100% dos funcionários possuam graduação;

É fundamental pensar no Planejamento Tático como a conexão entre o Planejamento Estratégico e o Planejamento Operacional (que vamos ver na sequência).

Entenda tudo nesse vídeo rápido de 6 minutos do excelente Eu Sou Empreendedor.

. PLANEJAMENTO OPERACIONAL:

Planejamento operacional e gestão financeira para o seu pequeno negócio
Planejamento operacional e gestão financeira para o seu pequeno negócio

Por fim, o Planejamento Operacional foca no curto prazo.

O mais detalhado e exigente dos tipos de planejamento. Geralmente elaborados para períodos curtos, de 3 a 6 meses, com as definições de métodos, processos e sistemas a serem utilizados para que a organização possa alcançar os objetivos globais.

Estes são planos bem mais detalhados que as etapas anteriores, especificando as pessoas envolvidas. Cada pessoa tem responsabilidades, atividades, funções e divisão de tarefas além dos equipamentos e recursos financeiros necessários para colocar os planos em prática.

Como resultado da etapa de Planejamento Operacional geralmente obtemos Planos de Ações e Cronogramas das atividades que precisam ser desenvolvidas dentro do período de tempo que está sendo planejado.

Uma ferramenta muito útil nesta etapa é o 5W2H : A planilha 5W2H é uma ferramenta administrativa que pode ser utilizada em qualquer empresa a fim de registrar de maneira organizada e planejada como serão efetuadas as ações, assim como por quem, quando, onde, porquê, como e quanto irá custar para a empresa.

1 – What (o que) 2 – Who (quem) 3 – When (quando) 4 – Where (onde) 5 – Why (por que) 1 – How (como) 2 – How Much (quanto)

1 – What? Pergunta a ser respondida: O que será feito? A resposta nada mais é do que o objetivo que você deseja alcançar. Será feito melhorias na produção, aumento de vendas, etc.?

2 – Why? Pergunta a ser respondida: Por que isso será feito? Quais os motivos que justificam o que será feito (What). É para melhorar algo, resolver um problema ou o quê?

3 – Where? Pergunta a ser respondida: Onde (em que local) será feito? Muitos “pulam” esta parte da planilha 5W2H porque consideram que o local sempre será a empresa em si. É importante detalhar ainda mais o lugar onde será executada a ação, como por exemplo, o departamento responsável.

4 – Who? Pergunta a ser respondida: Quem irá fazer? Sabe o seu objetivo inicial (What)? Quem irá te ajudar a alcançá-lo? Se para chegar lá é preciso a elaboração de diversos processos e ações, quem ficará responsável por cada ação?

5 – When? Pergunta a ser respondida: Quando será feito? Todo bom planejamento possui um prazo determinado para que o objetivo principal seja alcançado. Assim, nesta parte a resposta deve ser uma data para a execução da ação.

1 – How? Pergunta a ser respondida: Como será feito? Detalhe qual o processo que será feito para atingir o seu objetivo. Tente ser o mais específico possível.

2 – How Much? Pergunta a ser respondida: Quanto irá gastar? Hummm…chegou o momento de mexer no bolso e ver o quanto irá gastar com este plano de ação. Não se esqueça de incluir todas as despesas com pessoal (Who), equipamentos, processos, etc.

Mais um vídeo curtinho, 4 minutos, do Eu Sou Empreendedor e você já é uma fera em planejamento empresarial!

II.II – Hierarquia Empresarial

Planejamento, hierarquia e gestão financeira para o seu pequeno negócio
Planejamento, hierarquia e gestão financeira para o seu pequeno negócio

Bom, como você percebeu, caro leitor, é impossível tratar de planejamento e gestão sem falar de Hierarquia.

A empresa funciona como uma engrenagem, onde a força cinética e o sincronismo move precisamente toda a engrenagem.

Se uma falhar, seja a força que impulsiona, ou o sincronismo, tudo é perdido.

Assim é na empresa… Precisamos de um força motriz (Diretor), emanando decisões perfeitamente sincronizadas para as engrenagens (setores).

A casta hierárquica de qualquer empresa é facilmente identificada até por uma criança. O desafio aqui não é te ambientar com cada função e posto de trabalho.

O desafio é deixar bem claro a função de cada posto. Eliminar a burocracia e facilitar o diálogo dos diversos setores da sua empresa é FUNDAMENTAL.

É muito comum observar conflitos de interesses internos dentro de uma empresa. Pepinos sendo jogados de setor para setor.

E o pior disso tudo? Na maioria das vezes, os diretor ou presidente acha que está tudo bem.

Que rege uma equipe unida e motivada, quando na verdade, setores são avessos.

Tenho certeza que você, caro leitor, identificou o que digo aqui em algum trabalho ao longo da vida. Tapar os olhos para este fato é querer não enxergar.

Por isso, é condição Sin ne qua non, a aproximação, quase que um convívio direto dos funcionários de cargos elevados com todos os colaboradores. Principalmente os responsáveis por setores.

Fato interessante também e constar aqui que empresas antigas, defasadas e desatualizadas apresentam maiores níveis de complexidade hierárquica.

Empresas desatualizadas criam vários cargos desnecessários, fomentando funções descartáveis, e gerindo setores inúteis!

A cada dia, empresas promissoras, como Startups, buscam a democratização nos níveis hierárquico.

O presidente de uma empresa deve ser acessível a qualquer tempo para uma conversa, nem que seja com o estagiário.

Quanto menos cargos e funções (claro, valendo-se sempre do bom senso), melhor!

Hierarquia empresarial para pequenos negócios
Hierarquia empresarial para pequenos negócios

É como a máquina política Estatal… quem não julga desperdício de tempo e dinheiro a extrema burocracia e complexidade?

Para que tantos ministérios, repartições e funções?

Você quer que sua empresa seja um Brasil ou uma Suíça na celeridade administrativa?

Isso nos leva imediatamente ao nosso próximo tópico:

II.III – Precisamos falar de Burocracia

Como acabar com a burocracia na sua empresa

Hierarquizar de maneira objetiva sua empresa é uma necessidade.

Para suprir esta necessidade então, você precisa saber dosar perfeitamente a Burocracia.

O Brasileiro tende a confundir o conceito de burocracia.

Por aqui, usamos esta palavra com sinônimo de complicação e demora.

Não se engane, burocracia é necessária… na dose certa.

Acontece que por aqui, encontramos a burocracia em alto nível, conflitando sempre com a celeridade.

Burocracia, a luz da Teoria da Administração, traduz-se em sistemas de execuções administrativas.

Simplificando: Cargos bem definidos, e que se pautam por um regulamento fixo, determinada rotina e hierarquia

com linhas de autoridade e responsabilidade bem demarcadas.

O que encontramos por aqui no nosso Brasil é ineficiência transvestida de burocracia.

Não repita este fato na sua empresa… por favor!

Você deve definir muito bem as castas hierárquicas:

– Chefia. Quem responde a quem?

– Setorização. Qual equipe corresponde a qual setor?

– Delegar funções. Quem faz o que?

– Delegar prazos. Quem faz tal tarefa, faz até quando?

– Controle de qualidade. Quem fez tal tarefa, deve entregá-la dentro do prazo para a chefia X, que avalia a qualidade.

– Qualquer atividade, em qualquer empresa, de qualquer tamanho, que fuja desse escopo básico visto acima, é inútil, ineficiente e exagerado.

A burocracia torna tudo mais difícil, desde a apresentação de novos projetos, até aprovação e execução.

A ponte entre os setores organizacionais deve ser estreita.

Funções bem demarcadas, cargos bem estabelecidos, funcionários atentos a suas responsabilidades e prazos.

Muitas vezes culpamos nossos colaboradores pela celeridade de algum projeto, e sequer nos damos conta, que a culpa toda é da má-organização burocrática da empresa.

Processos mais ágeis, transparentes, simples e eficientes contribuem para o aumento da produtividade da economia, e isso garante maiores níveis de renda no futuro.

Reflita rapidamente e pense na sua empresa… Quais formalidades exageradas podem ser cortadas da rotina?

Quando eu peço algo, algum relatório, tarefa… a quantas pessoas devo solicitar ? E ainda que seja uma pessoa somente, a quantas outras essa pessoa deve repassar minha informação?

Quanto mais precisa e direta for a transmissão de informação, mais célere será a execução.

Você precisa reduzir imediatamente setores na sua empresa, minando cargos antigos e antiquados, como secretariado, tesouraria e almoxarifado (Óbvio, como o conceito antigo e ultrapassado que ainda encontramos)

II.IV – Organização é tudo – Eliminando o retrabalho

Planejamento e gestão financeira para pequena empresa

Agora que aprendemos a importância de uma comunicação direta e ininterrupta, estamos aptos a conversar sobre Organização.

Organização é a chave de toda e qualquer gestão.

Seja pessoal ou empresarial. Você deve se organizar.

A organização deixa todo processo a ser efetuado mais simples, limpo e direto.

Tenha todos os passos de sua empresa planilhados. O excel é seu melhor amigo.

Todos os setores, devem ser extremamente bem organizados.

Aquela ótima funcionária, com 30 anos de casa, que chefia a contabilidade da sua empresa aí, naquela salinha abarrotada de papéis, que mais parece uma caverna…

“ Ah, mas ela sempre se encontra na sua bagunça…”

Não caia nessa meu amigo, aposto que após auditoria minuciosa, encontraremos brecha

Desorganização é sintoma de falta de estímulo. Funcionário desorganizado transparece desinteresse.

Um bom funcionário, mantém o máximo de informações ao mais próximo alcance, afinal, dados são dinheiro!
Sabe qual o pior efeito da desorganização? O retrabalho!

O retrabalho é a necessidade, por insuficiência, de refazer ou corrigir várias vezes o mesmo trabalho.

Não entra na minha cabeça a necessidade de manter um colaborador, experiente, que necessita ter seu trabalho revisado!!!

Se não há plena confiança na execução de uma tarefa a um determinado colaborador, temos um entrave na engrenagem… isso arruína todo o sistema.

E sabe o que é pior ainda???

Este mesmo colaborador entregar o trabalho ao gerente do setor, e este gerente entregar o trabalho de volta apontado o que deve ser corrigido…

Meu amigo, se você se deu ao trabalho de apontar erros, acelere o processo e corrija de uma vez!

Burocracia elevada e falta de organização são sinônimos de retrabalho, que por sua vez, é sinônimo de ineficiência e gastos.

Um funcionário engajado vale por 3!

E aí na execução de tarefas na sua empresa… com sinceridade… Há celeridade ou morosidade?

Entenda a posição de Max Weber sobre a burocracia,e entenda de uma vez:

II.V – Identificando e Controlando gastos.

Como ser um lider na minha empresa?

Percebeu que estamos aprendendo a identificar processos dispensáveis na sua empresa?

Isso se chama Gestão Eficiente.

Reavaliar a real necessidade para eliminar processos exagerados é só o primeiro passo…

Precisamos agora identificar gastos reais!

Gastos reais diferente dos processos dispensáveis na sua essência.

Processos dispensáveis são todos aqueles emanados do excesso de burocracia.

Gastos reais são falhas dentro destes processos.

Um exemplo:

Necessito de um relatório de vendas na minha mesa em 5 dias. Peço a minha secretária, que pede ao gerente do setor de vendas, que solicita então ao colaborador do setor que por fim, delega ao estagiário.

Perde-se um dia inteiro.

Você compreende? Não há gasto direto, e sim desperdício de tempo (time is money), falta de eficiência na execução de tarefas.

Já os gastos reais implicam em prejuízo ao bolso.

Solicito este mesmo relatório na minha mesa em 5 dias.

O estagiário solta um calhamaço de 500 páginas sobre minha mesa, sem objetividade alguma.

Além então da morosidade do processo, arquei com custos de um funcionário ineficiente, uma pacote inteiro de folha A4 e ainda, luz e tinta da impressora.

Pode parecer um exemplo pequeno… Mas muito recorrente.

Pense no desperdício que ocorre dentro da sua empresa?

Relatórios DEVEM ser digitais. Estamos no séc. XXI.

Gastos devem ser muito, mas muito bem fundamentados.

Para você me convencer da necessidade de desembolsar dinheiro dentro da minha empresa, você precisará se esforçar, pois eu tentarei refutar seu argumento de toda a forma.

  • Quer mais um exemplo clássico de gastos bobos?

Copos de plástico. Veja quanto sua empresa gasta com copos plásticos de água e café!

Você poderia deixar toda sua equipe morrer de sede e economizar… Ou você poderia simplesmente mandar fazer algumas garrafinhas d’água, as famosas squeezes, com a logo da sua empresa, distribuir uma para cada funcionário.

Seus colaboradores sentiram-se animados e prestigiados, além de fazer propaganda grátis da sua empresa, economizar nos copinhos plásticos e ajudar o ambiente.

  • Mais um exemplo clássico…

Empresas antiquadas economizam nos hardwares. utilizam computadores antigos, impressoras velhas, material tecnológico antiquado.

A tecnologia avança exponencialmente, muito, mas muito mais rápido do que você imagina.

A eficiência virtual de sua empresa está diretamente ligada ao seu bolso.

Aparelhos novos, poupam tempo, megabytes, e energia.

  • Lembre-se… eficiência está nos mínimos detalhes.

Isso para não citar o desconhecimento total de alguns empresários sobre suas máquinas e computadores.

Computadores modernos são mais econômicos e fabricados destinados a NUNCA desligar.

O trabalho de shut down e o pico de energia para ligar uma máquina são, diversas vezes, superiores ao custo de uma noite em modo hibernar.

Por isso, você precisa estar atento aos mínimos detalhes, e sempre com curiosidade aguçada, pesquisando sobre soluções para poupar, poupar, e poupar!!!!

É claro que uma análise mais a fundo sobre gastos de uma empresa exige um estudo elaborado.

Trato aqui de modo genérico, soluções para quase todos os tipos de empresas.

Uma busca detalhada dentro de sua associação revelaria vários outros temas pertinentes.

II.VI – Como engajar sua equipe a cortar gastos e potencializar lucros.

Como engajar minha equipe?

Já dizia a minha avó: “ Uma andorinha só, não faz verão.”

Você aí, meu caro amigo leitor, não conseguirá mudar sua empresa sozinho.

Mudar uma filosofia já difundida, toda uma rede de hábitos e costumes é um p#$@ desafio!

Para efetivar tal mudança, você precisa encantar e prospectar adeptos.

  • E só há uma forma de conseguir adeptos. Demonstrando resultados!

Práticas e soluções financeiras eficazes são apreciadas e replicadas automaticamente. Além disto, há um motivo ético e moral.

Quando você mostra para um colaborador que ele podia economizar recursos da empresa, e até ajudar o meio ambiente, não muitos argumentos contrários plausíveis.

Hábitos de eficiência financeira são comuns no exterior. Aqui no Brasil, ainda estamos engatinhando neste sentido.

Por isso, se você se considera um colaborador exemplar, que motiva e rege a equipe, praticar bons hábitos com frequência e em público, e reprimir más-práticas será mais que o suficiente para engajar todo o time.

É aquela famosa história… Você deve dar o exemplo. O Exemplo vem de cima.

Se nem você, dono, ou presidente da empresa, respeita boas práticas de gastos, com certeza, seu funcionário irá sentir-se livre para replicá-las.

É mais que recomendado elencar um conjunto de boas práticas, para otimizar gastos, e distribuir via e-mail semanalmente aos colaboradores.

Além disso, fiscalize.

  • Esteja sempre de olho nos gastos… Reprima-os, mas nunca em público.

Uma pesquisa global realizada pela Aon Hewitt, com 400.000 funcionários de 258 organizações, aponta que empresas que engajam e motivam seus colaboradores possuem 78% a mais de produtividade e são 48% mais rentáveis.

Apresente estes dados a sua equipe. mostre como os bons hábitos deles estão refletindo positivamente na empresa.

Siga estes 5 passos para motivar sua equipe, e veja todas as suas metas sendo alcançadas:

  • 1º passo: Seja específico, defina metas à sua equipe
  • 2º passo: Motive, engaje e apresente cases de sucesso
  • 3º passo: Reconhecer o esforço, os méritos e o desempenho final
  • 4º passo: Dê orientações corretivas e feedbacks individualmente
  • 5ª passo: Incentivos e recompensas colaboram com a motivação
Pirâmide de engajamento para pequeno negócio
Pirâmide de engajamento para pequeno negócio

III – PLANEJAMENTO EMPRESARIAL E ORÇAMENTO

Planejamento empresarial e objetivos

III.I – Identificando sua receita real.

Mapeando e identificando as fontes de renda REAIS da sua empresa.

O futuro do seu concorrente a Deus pertence. Não o da sua empresa ! As fontes de receita já reconhecidas na empresa devem servir como base, ou como referência, na priorização para alocação de recursos e investimentos em projetos estratégicos.

As características dessas receitas podem ser de várias naturezas.

As mais comuns são as “receitas recorrentes” e as “novas fontes de receita” provenientes de novos produtos ou novos mercados, por exemplo.

Todas as fontes são igualmente importantes na composição do faturamento geral almejado.

No entanto, cada uma merece atenção e ação específica de acordo com a característica do ciclo de venda correspondente.

Durante a fase de decisão sobre quais projetos estratégicos engajar e investir, é essencial não perder de vista a objetividade.

Lembre-se que a finalidade de qualquer negócio privado deve ser única e exclusivamente o lucro para o acionista.
Outros temas como, bem estar dos colaboradores, social, ambiental, etc, dependem da capacidade da empresa em gerar lucro.

Não é a animação de um marqueteiro recém formado, de um sindicalista barulhento, do ambientalista repetitivo, ou um engenheiro de produto que vive do purismo acadêmico, que determinam o lucro de uma empresa.

Para identificar as fontes de receitas reais e planejar o futuro destas fontes, precisamos observar obrigatoriamente:

– Aquisições – nova fonte de receita – Conquistar novos clientes- nova fonte de receita – Manter clientes existentes- fonte recorrente – Vender mais para os clientes ativos- fonte recorrente – Conquistar novos mercados- nova fonte de receita

– Introduzir novos produtos- nova fonte de receita – Desenvolver novos canais de vendas- nova fonte de receita –
SE VOCÊ NÃO ENCONTRAR DECLARADO NO SEU PLANO ESTRATÉGICO PROGRAMAS QUE REFERENCIAM OS ITENS 1 A 7 LISTADOS ACIMA, PARE TUDO!

Cada fonte de receita deverá obedecer uma estratégia específica conforme sua característica.

Existem fontes, por exemplo, que oferecem maior elasticidade e exigem um plano de ação mais agressivo para conquistar mercado – “market share”.

Outras, exigem manutenção para garantir a receita recorrente, ou seja, a receita proveniente de clientes conhecidos e que compram frequentemente da empresa.

Se sua empresa está naquele seleto grupo que planeja seu destino, então deve concentrar-se primeiramente nas fontes de receita que tem a melhor chance de materialização ou seja, as receitas recorrentes provenientes dos clientes ativos que compram da empresa com frequência.

III.II – Identificando sua despesa real. Existem vários tipos diferentes de despesas.

Identificando despesas na minha empresa

Você precisa imediatamente saber identificar cada tipo de despesa, e enquadrá-lo nas seguintes definições:

Gastos – Começaremos pela definição de gastos

Trata-se de um conceito extremamente amplo, pois todos os bens e serviços adquiridos por uma empresa são considerados como “gastos” em algum momento de sua existência.

Sendo assim, existem gastos com a compra de matérias-primas, mão de obra, insumos, que no decorrer do processo se transformarão em custos, despesas ou investimentos.

Gastos são valores imprevistos no orçamento.

Como o gasto tem natureza imprevisível, ele não pode ser repassado para o cliente no preço do produto. Portanto, a existência de gasto vai sempre significar prejuízo para a empresa.

Despesas

As despesas englobam todos os valores despendidos pela empresa para manter a manutenção de estrutura mínima e o funcionamento de suas atividades.

Normalmente, despesa é tudo aquilo investido nas operações comerciais, nos setores administrativo, recursos humanos, marketing…

Portanto, as despesas são um tipo de investimento que não têm ligação direta com a atividade central da empresa, como produção de bens ou oferta de serviços.

Porém, mesmo não contribuindo diretamente pela geração de novos itens a serem comercializados, as despesas desempenham um papel importante.

  • Despesas são classificadas em fixas ou variáveis.

Despesas Fixas: Todo tipo de despesa que não varia de acordo o volume produzido ou vendido pela empresa, como estruturas físicas, mobiliário, material de escritório, entre outros.

Despesas Variáveis: Todo tipo de despesa que varia proporcionalmente ao volume produzido ou vendido pela empresa, como comissão de vendedores, por exemplo.

Custos

Custo é todo e qualquer valor aplicado no momento da produção de mercadorias ou da oferta de serviços da empresa, como mão de obra, matéria-prima, insumos, além da quantia despendida com energia elétrica, manutenção, depreciação de máquinas e equipamentos, materiais de limpeza e conservação, entre outros.

Representa todo capital aplicado diretamente nos fatores de produção necessários para a atividade central da empresa.

É um item fundamental ao cotidiano de qualquer negócio, pois é através de tudo o que é contabilizado como custo que a empresa consegue operar.

Logo, para aumentar a quantidade de bens produzida ou de serviços ofertados, normalmente é preciso aumentar o custo da empresa.

  • Os custos podem ser classificados em:

Diretos: todo tipo de investimento que é diretamente ligado à construção do produto ou serviço oferecido pela empresa, como matéria-prima, mão de obra, insumos, entre outros. São os mais fáceis de identificar.

Indiretos: tipos de investimentos ligados à produção dos bem ou serviços oferecidos, porém de forma indireta. São itens como manutenção, limpeza, almoxarifado, logística, energia elétrica, alimentação e todos os demais gastos de fabricação que não incidem diretamente sobre o produto em si.

É importante lembrar que todo custo é contabilizado inicialmente pela empresa como gasto.

Entretanto, esse gasto se transformará em custo no momento de sua utilização.

Como eliminar gastos na minha empresa?

Por exemplo: a matéria-prima adquirida foi um dinheiro inicialmente contado como gasto, e assim permaneceu durante em que ficou estocada.

Porém, no momento em que ela for usada na fabricação de algum bem, a matéria-prima se incorpora como parte integrante do item e passa a ser considerada como custo do mesmo. Esse custo, por sua vez, fica atrelado ao produto até sua venda.

Com isso, podemos explicar também o “preço de custo”, ou seja, o valor mínimo que a empresa paga para fabricar um determinado bem ou prestar seu serviço.

Se a empresa vender seu produto ou serviço a preço de custo, ela não terá nenhum lucro. Será com base nesse preço de custo que a empresa calcular o preço de venda daquilo que ela oferece, sendo a diferença entre os dois, obviamente, o lucro bruto por unidade vendida.

Investimento Investimento é todo dinheiro despendido na expectativa de aumentar os ganhos da empresa no futuro.
É o caso, por exemplo, de equipamentos e grandes maquinários, que embora custosos, podem aumentar a produção em 2, 3 ou mais vezes.

É importante entender que qualquer investimento irá gerar altos custos iniciais ao negócio e seu objetivo é recuperar esse dinheiro em médio ou longo prazo através do aumento na capacidade de produção da empresa.

Com o passar do tempo, além de se pagar, o investimento passa a gerar lucros maiores que os obtidos antes dele.

Trata-se de um valor que requer cuidado e precisa ser amplamente estudado e preparado para evitar que se torne um gasto desnecessário ao negócio, o que pode gerar dívidas inesperadas e desnecessárias.

Perdas As perdas são os valores despendidos em eventos ocasionais e anormais, e que não irão proporcionar retorno algum à empresa.

Em geral, não é possível prever esses eventos, e embora seja possível prevenir, por vezes, a precaução acaba não sendo o bastante.

Incêndios, acidentes, inundações e fatos desse tipo, são perdas impossíveis de prever, mas que custam milhares de reais para que o problema seja minimizado, resolvido e para que a empresa volte às suas atividades normais.
Além disso, furtos e roubos também fazem parte das perdas.

Assim como nos eventos citados anteriormente, é muito difícil prever, mas existem maneiras de evitar essa perda financeira.

Desperdício Por fim, falaremos dos desperdícios, que são recursos utilizados sem que agreguem valor ao produto ou serviço, e por consequência, para o cliente.

Em geral, são materiais ou tempo usados além do necessário ou de forma indevida e que acabam por aumentar os gastos da empresa.

Existem 7 desperdícios de produção que foram categorizados por Taiichi Ohno, um engenheiro de produção que começou sua carreira em 1943 e que se aplicam em empresas de diversos segmentos. Veja quais são:

Defeitos – Excesso de produção – Espera – Transporte – Movimentação – Processamento inapropriado – Estoque

7 despesas que sua empresa deve reduzir agora mesmo!
7 despesas que sua empresa deve reduzir agora mesmo!

III.III – Você precisa gastar menos que ganha, agora!

Agora que identificamos completamente suas entradas e saídas de capital, precisamos fechar a conta.
Empresa onde a matemática não fecha, tem vida curta. Simples assim.

Obviamente, a vida de uma empresa é cíclica. Há tempos de investimento e tempos de colheita.

Porém, se a conta a longo prazo não fechar, o fracasso é certo.

Você precisa ajustar seu fluxo de caixa projetado a suas despesas esperadas (considerando também dispêndios fortuitos).

A grande sacada aqui é: Tentamos dificultar as coisas. Gastar menos que ganha é bem simples… Devemos aumentar as entradas e cortar as saídas de capital.

Seja na sua vida pessoal ou profissional… Se você é um cara gastão, descontrolado, que todo mês se vale do cartão de crédito para sobreviver, como você espera ajudar sua empresa?

– Lembra? A educação financeira vem do cenário micro para o macro. de dentro para fora!

Quando você aprende e gastar menos que ganha, você consegue poupar. Poupar, é o primeiro passo para o nosso próximo passo… Investir!

IV – INVESTIMENTO:

Gestão financeira e investimento para pequena empresa
Gestão financeira e investimento para pequena empresa

IV.I – Tipos de investimentos Empresariais e Pessoais

Investir é uma questão de:

  • Educação e Disciplina;
  • Saúde financeira + Estabilidade Emocional = Boa Vida;
  • Independência;

E não se engane… você pode investir seu próprio capital, e até o da sua empresa…

Vamos começar falando de Investimentos para Você:

Investimentos para pequenos empresários
Investimentos para pequenos empresários

Quando falamos de investimento, temos duas vertentes a tratar:

– Renda Fixa e Renda Variável.

  • Renda fixa é um termo que se refere a qualquer tipo de investimento que possui regras de remuneração definidas no momento da aplicação no título.

Nesse tipo de investimento, o investidor concede um empréstimo, usualmente em dinheiro, a uma entidade em troca do pagamento de juros.

  • Renda variável são aqueles ativos que não conhecemos previamente os rendimentos que iremos obter no futuro e o valor a ser resgatado pode ser maior, igual ou inferior ao que foi investido.

Por isso, renda fixa são mais indicadas a investidores conservadores, enquanto a renda fixa, a investidores moderados e arrojados!

E aí, entramos numa nova seara. Antes de aprender os diversos tipos de investimento existentes, você deve traçar o seu perfil investidor.

Qual o perfil investidor do pequeno empresário?
Qual o perfil investidor do pequeno empresário?

Traçar seu perfil investidor, te ajuda até a conhecer mais sobre você mesmo…

Eu quero, antes de tudo, te mostrar a mágica que um investimento faz com seu dinheiro.
É o poder do juros composto agindo sobre você:

Como ganhar juros composto?

Como transformar R$ 8.400,00 em Dois Milhões quatrocentos e setenta e três mil cento e trinta e oito reais e quarenta e um centavos?

– Juros compostos… Investimentos!

Agora vou te mostrar os mais famosos tipos de investimentos do mercado…

Melhores tipos de investimentos

Renda Fixa: LCI´s, LCA´s, LTN, LH NTN-B, CDI, CDB, CRI, CRA, Debêntures…
– Baixo Risco.

Renda Variável: Ações, Opções, Câmbio, Café Arábico, Boi Gordo, Fundos de Investimento…
– Médio a Alto Risco

Moedas Digitais: Bitcoin, Ethereum, Btc Cash, Ripple…
– Altíssimo Risco.

Investimentos para sua Empresa:

investimento para pequena empresa

– Porque fomentar a Cultura de Investimento Empresarial?

Um investimento significa a aplicação de capital em um meio de produção para receber um retorno sobre ele.
Historicamente, a cultura de investir é muito restrita no Brasil.

A desmistificação desse tema é importante para que a poupança deixe de ser vista como a única opção de investimento seguro no país.

O investidor deve considerar três principais fatores para avaliar um investimento: rentabilidade, risco e liquidez:
A rentabilidade configura o retorno esperado sobre o investimento;

O risco representa o grau de incerteza sobre o retorno esperado.

A liquidez refere-se à facilidade com que esse investimento pode ser reconvertido em caixa.

Em termos práticos, pode-se desenvolver uma estratégia ou cultura de investimentos para alcançar objetivos como compensar a depreciação dos bens, muito importante para empresas menores.

As empresas normalmente usam esse artifício para obter abatimentos fiscais-contábeis.

Entretanto, pode-se utilizar esses valores de depreciação, que são fornecidos pela receita federal, como meta da rentabilidade de uma carteira de investimentos.

Dessa maneira, quando for preciso, por exemplo, comprar novos equipamentos, outras partes do planejamento financeiro da empresa não serão prejudicadas.

Por fim, a pesquisa mais aprofundada sobre as características dos investimentos, que envolvem impostos, taxas de administração, taxa de performance entre outros aspectos técnicos que não são os objetivos deste artigo, são primordiais na adoção de uma estratégia adequada e segura.

Existem várias soluções de investimento para a sua empresa…

– CDB

Uma das atividades mais rentáveis de um banco é financiar crédito, ou seja, emprestar dinheiro.

Para conseguir esses recursos os bancos utilizam diversas fontes de captação junto ao mercado, como utilizar os depósitos à vista na instituição ou emitir títulos, o que nada mais é do que tomar emprestado de seus clientes que possuem sobra de capital, para emprestar aos seus clientes que precisam de capital.

De forma mais direta, O CDB (Certificado de Depósito Bancário) funciona como um empréstimo que você faz à instituição financeira, recebendo uma remuneração em troca.

Ao final da aplicação, o valor investido é acrescido de juros.

R$ 493 BI – É o valor do estoque de CDB no Brasil. Fonte: Cetip

– Compromissadas

Assim como o CDB, as compromissadas também são consideradas um título de renda fixa e, para o cliente, as operações são muito semelhantes.

Nas compromissadas, repete-se a operação de empréstimo de dinheiro para o banco, mas de uma maneira um pouco diferente.

Neste caso, a instituição financeira vende um título para o cliente com o compromisso de recomprá-lo após um período previamente acordado.

A remuneração (juros em cima do valor) também já é definida. O título funciona como uma garantia desse empréstimo.

Nas operações de Compromissadas há incidência de imposto de renda (de acordo com a tabela regressiva vigente) e mais recentemente, com a nova determinação do Ministério da Fazenda, também se aplica o IOF sobre o valor de resgate, cessão ou repactuação.

– Fundos de Investimentos

O entendimento de fundos de investimentos está diretamente ligado ao conceito de condomínio.
Considerado por muitos, a melhor opção.

Essa ligação se dá por um fundo de investimento ser uma reunião de vários investidores (cotistas), com objetivo e perfil em comum, que reúnem seus recursos sob uma gestão profissional.

Uma das grandes vantagens dos fundos de investimentos é o ganho de escala, por exemplo:

Um investidor possui R$ 10 mil para investir, com este valor ele consegue aplicar em um título A, que rende 12% ao ano e exige uma aplicação mínima de apenas R$ 10 mil.

No mesmo banco, existe um segundo título (B) semelhante, porém com uma rentabilidade de 15% ao ano, só que com aplicação mínima de R$ 100 mil.

Caso o investidor decida investir sozinho, sua rentabilidade seria de 12%.

Caso fosse possível reunir 10 investidores com os mesmos R$ 10 mil, o investimento poderia ser feito no título B e todos os investidores obteriam uma rentabilidade maior do que se tivessem investido separadamente.

Nesse caso, o patrimônio do fundo seria de R$ 100 mil e cada investidor teria a mesma quantidade de cotas.

A rentabilidade do investidor é dada pela valorização desta cota que ele possui.

Uma das formas legais de reunir esses investidores é justamente através de fundos de investimento, que embora não tenham personalidade jurídica, possuem CNPJ e a obrigação de publicar suas informações.

Para facilitar o entendimento dos investidores e democratizar as aplicações em Fundos de Investimentos, a Anbima classifica os fundos em determinadas categorias, como Referenciado DI, Renda Fixa, Multimercado e Ações.

É de extrema importância que os recursos das empresas sejam aplicados em fundos de classificação conservadora como Multimercado.

R$ 8,5 BI – É o valor do estoque de Fundos de Investimento no Brasil. Fonte: Anbima

Resumidamente, as aplicações em CDBs são as mais utilizadas.

Porém, considero eu, o prêmio Risco X Retorno dos investimentos em fundo de investimento multimercados mais atrativos.

Assume-se um pouco mais de risco em busca de uma rentabilidade MUITO maior que as rendas fixas médias, por exemplo.

IV.II – Por que investir?

porque e como investir na minha pequena empresa?
porque e como investir na minha pequena empresa?

O Brasil é um dos países no mundo onde as pessoas mais trabalham.

Segundo a legislação trabalhista, a jornada de trabalho do brasileiro é de 40 ou 44 horas semanais, muito acima das economias mais avançadas.

Todos gostariam de ter mais horas de lazer na sua vida, seja para dormir mais, curtir mais a família, viajar… mas esbarram na necessidade de trabalhar mais para conseguir pagar as contas.

De acordo com o IBGE, em pesquisa do início do ano de 2016, o brasileiro obteve uma renda média mensal de R$ 2.227 no mês de janeiro.

Isso quer dizer que, considerando que janeiro tivemos 20 dias úteis, e supondo que em média, cada brasileiro trabalha 42 horas, isso quer dizer que, em média, cada trabalhador recebeu R$ 13,25 por hora trabalhada (sem contar férias ou décimo terceiro salário).

Por que investir? Faça o seu dinheiro trabalhar para você!

  • A principal razão de “por que investir” é ter no dinheiro um aliado na construção de patrimônio e no alcance de objetivos ao longo do tempo.

IV.III – Como investir?

Como investir na minha pequena empresa?
Como investir na minha pequena empresa?

Primeiros passos:

  • Como identificar seu perfil de investidor;
  • Como colocar o dinheiro para trabalhar para você;
  • A melhor estratégia para investir seu dinheiro;
  • Como investir no Tesouro Direto;
  • Como investir na bolsa de valores.
  • Perfil de Investidor

O órgão-chave para investir é o estômago, e não o cérebro. ~ Peter Lynch

Antes de começar a investir, é essencial identificar seu perfil de investidor, para saber quais os ativos financeiros mais adequados a sua tolerância a riscos.

  1. Melhor estratégia de investimento:

A regra do ouro é não colocar todos os ovos na mesma cesta. ~ Hyung Mo Sung

Independente dos seus objetivos financeiros ou até mesmo do seu perfil de investimento, existe uma estratégia para qualquer investidor: alocação de ativos.

Investir para garantir uma aposentadoria tranquila é (ou deveria ser) uma das maiores preocupações das pessoas atualmente, tanto dos jovens quanto dos que já estão próximos de se aposentar.

Essa preocupação é bastante relevante, dado que apenas 1% dos aposentados são financeiramente independentes.
Conhecimento é o melhor investimento

Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros. ~ Benjamin Franklin

Por mais ansioso que você possa estar para começar a investir o quanto antes, recomendo que respire fundo, controle sua empolgação, e invista no seu conhecimento.

Esses dias ou semanas que você “perderá” lendo livros e materiais de qualidade sobre investimento, certamente serão recompensados com juros e correção monetária lá na frente.

Apesar de existir muito conteúdo gratuito espalhado nos mais diversos sites e blogs, fica bastante difícil identificar o que realmente tem qualidade e, muitas vezes, perdemos muito tempo ao economizarmos esse dinheiro.
Muitas vezes, 2 horas de leitura de um bom livro é muito melhor que meses de procura por conteúdos gratuitos (e não necessariamente de qualidade).

Por isso, se você pretende organizar sua vida financeira e aprender a investir para conquistar sua independência financeira, tenho duas dicas para você.

Agora que você já aprendeu a importância de investir primeiro em conhecimento, vamos ao segundo passo básico.

2. Abra uma conta numa corretora.

Temos várias opções de corretoras confiáveis. A regulamentação em cima das corretoras é bem restrita, o que implica em boa segurança aos investidores.

É bem tranquilo encontrar boas corretoras a distância de um google.

A abertura de conta é bem simples e rápida, e realizada de forma 100% digital. Não é cobrada nenhuma taxa na maioria dos casos.

Todo investidor, independente do mercado almejado, deve realizar o aporte financeiro por meio de uma corretora de valores.

Por isso, você deve abrir uma conta numa corretora de valores imediatamente.

IV.IV – Taxas de juros.

Como a taxa de juros afeta meu negócio?

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia no Brasil. SELIC é uma abreviação para Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

– O que é a Taxa Selic?

Como a taxa selic afeta meu negócio?

A Selic é a taxa básica de juros da economia no Brasil, utilizada no mercado interbancário para financiamento de operações com duração diária, lastreadas em títulos públicos federais.

A Taxa Selic é obtida pelo cálculo da taxa média ponderada dos juros praticados pelas instituições financeiras.
Tudo começa com uma necessidade do governo em ter dinheiro para pagar suas próprias dívidas e fazer investimentos.

Ou seja, para construir estradas, hospitais, escolas, investir na segurança e na saúde da população, o governo irá precisar de impostos.

– Arrecadação Governo

Para investir em infraestrutura, o governo arrecada dinheiro através de títulos do Tesouro Direto. Um dos mais famosos é conhecido como Tesouro Direto Selic.

Para isso a secretaria do tesouro emite Títulos Públicos com essa mesma função: conseguir recursos para o governo. Além disso, captar dinheiro permite que o governo antecipe a receita de impostos.

É como se o governo antecipasse o valor que vai lhe cobrar no ajuste do IRPF em abril do ano que vem, por exemplo.
A grande maioria desses títulos do tesouro é comprada por grandes bancos.

Por lei todo banco é obrigado a depositar uma porcentagem de seus depósitos em uma conta no Banco Central.
Esta medida é necessária para controlar o excesso de dinheiro em circulação na economia e evitar um aumento descontrolado da inflação.

Devido as milhões de operações bancárias realizadas diariamente, é comum os bancos chegarem ao final do dia com a porcentagem maior ou menor do que deveriam ter na conta do Banco Central.

Como os bancos são obrigados a respeitá-la, eles se vêem obrigados a pegar empréstimos com outros bancos para cumprirem a lei.

– Taxa Selic Meta

A Taxa Selic é dividida em duas: a over e a meta.

A Taxa Selic Meta tende a ser a menor taxa de juros que existe na economia.

Esses empréstimos geralmente são de curto prazo, durando em torno de 24 horas. Assim como você oferece a sua casa como garantia em um financiamento habitacional por exemplo, os bancos dão como garantia os títulos públicos adquiridos do Banco Central.

– TAXA SELIC OVER TAXA E SELIC META

É a taxa de juros praticada quando um banco empresta dinheiro para outro usando, como garantia, os títulos públicos comprados no banco central, assim como descrevi anteriormente.

É aquela utilizada nos noticiários, que representa a taxa básica da economia no Brasil, pois serve como parâmetro para todas as outras praticadas no mercado.

Ela tende a ser a menor taxa de juros que existe na economia.

Daqui para frente, sempre que a taxa SELIC for referida estarei tratando da SELIC META, que é o termo mais utilizado e o que você provavelmente está mais habituado a ouvir.

– Como a Taxa Selic é definida?

Além de servir como um parâmetro para as demais taxas da economia, o aumento e diminuição da Selic também possui profunda influência no seu dia a dia e na economia do Brasil.

Devido a sua importância, é fundamental que exista um meio transparente e confiável para decidir os rumos da mesma, e isso é feito através do COPOM.

Em 1996 o Brasil criou o Comitê de Política Monetária, responsável por definir a taxa de juros básica da economia e estabelecer as regras da quantidade de dinheiro em circulação no país.

Para definir a taxa SELIC são realizadas oito reuniões por ano.

– Como a Selic influencia seus investimentos

A Taxa Selic influencia a rentabilidade de títulos do Tesouro e até mesmo da Poupança.

Gestão financeira e liderança para pequeno negócio
Gestão financeira e liderança para pequeno negócio

A) Títulos públicos

O impacto imediato acontece no título indexado a ela, que no caso é a LFT, também conhecida como Tesouro SELIC.
Nesse investimento o aumento da taxa também aumentará a rentabilidade, pois ele rende exatamente a sua variação. O mesmo acontece no caso da sua redução, que implicará em menor rentabilidade.

B) Caderneta de poupança

O rendimento poupança depende diretamente do valor dos juros SELIC vigente no período, e se divide em duas situações:

C) CDI

Nesse investimento podemos comparar com o que acontece na taxa SELIC over, que é a taxa de juros praticados nos empréstimos realizados entre um banco e outro, dando como garantia títulos públicos, assim como explicado anteriormente.

Em geral, CDI e SELIC são muito próximos.

Acontece que ao invés de usar títulos públicos como garantia, os bancos podem usar seus próprios títulos privados baseados na solidez do próprio banco, chamados de Certificado de Depósito Interbancário, ou CDI.

Se esses títulos forem utilizados como garantia entre empréstimos de um banco e outro, a taxa de juros usada será o CDI.

Se a Selic aumentar, o CDI também aumenta e vice versa. Desse modo, todo investimento de renda fixa que se baseia no CDI rende mais quando a taxa SELIC aumenta e menos quando ela diminui, assim como:

  • Certificado de depósito bancário (CDB)
  • Letras de crédito imobiliário (LCI)
  • Letras de crédito do agronegócio (LCA)
  • Letras de câmbio (LC)

– Taxa Selic e a Inflação

Agora que você já sabe o que é taxa SELIC e como ela age como base para outras taxas de juros praticadas no mercado, vamos ver como ela influencia o seu dia a dia.

Imagine que determinada pessoa esteja juntando dinheiro durante 6 meses para comprar o seu primeiro carro.

Esse investidor fez uma simulação em um banco no começo de janeiro e a partir disso começou a poupar e economizar para financiar seu carro dentro do prazo estipulado.

O aumento da taxa SELIC pode fazer todo esse plano ser desestruturado. Isso porque ele pode não conseguir arcar com as prestações, uma vez que o aumento dos juros levaria a um aumento no valor das mesmas.

Desse modo, o dinheiro que ele pegaria emprestado e que circularia na economia deixará de existir (porque foi emprestado pelo governo em troca do rendimento da SELIC), considerando que essa pessoa não irá mais fazer a compra.

Em um modo geral essa situação aconteceria com outras pessoas que também comprariam menos, o que aumentaria a quantidade de produtos disponíveis no mercado.

Nessa situação, uma alternativa para manter o ritmo das vendas seria o comércio diminuir os preços dos produtos, o que faria a inflação recuar.

– Investindo além da Renda Fixa

Uma informação fantástica e que nem todo mundo sabe é que você pode aplicar seu capital em renda fixa e utilizar esse mesmo dinheiro para turbinar seus ganhos com outras opções, como investir na Bolsa de Valores ou Mercado Futuro.

Isso porque o dinheiro investido em alguns títulos, como o CDB por exemplo, serve de margem de garantia para suas operações.

Então, quando utilizar essa estratégia, você terá garantido o retorno da sua aplicação em renda fixa e poderá potencializar o ganho com as operações de Day-trade e Mercado Futuro.

Lembrando que em qualquer investimento de renda variável é necessário assumir algum risco, de acordo com seu perfil de investidor, para melhores rentabilidades.

Um detalhe importante que precisamos ressaltar: Antes de realizar qualquer investimento é preciso conhecer qual é o seu perfil de investidor, sua tolerância ao risco, traçar seus objetivos, o prazo que pretende investir e o capital disponível e assim encontrar um investimento que atenda a todos esses quesitos.

Mas fique tranquilo, você não precisa fazer isso sozinho! Dentro das melhores corretoras você encontra assessores de investimentos experientes e qualificados, que te auxiliam em todos os passos para uma escolha correta.

Alcance o sucesso dos seus investimentos

IV.V – Quais os riscos?

Homem de negócios num iceberg escrito risco

  • Principais riscos dos investimentos financeiros

Para que você aprenda a lidar com os riscos dos investimentos financeiros e mitigá-los, é preciso, antes de tudo, conhecê-los. É isso que você vai fazer nas linhas abaixo:

1. Risco de crédito

O famoso “risco de calote”, é o risco de você emprestar dinheiro ao governo/instituição financeira/emissor (caso de uma empresa emitindo uma debênture) e não receber de volta o valor investido, tampouco os juros acordados.

Nessa seara, a recomendação mais segura é investir em títulos públicos — via Tesouro Direto, por exemplo —, uma vez que o risco de crédito ao aplicar em títulos públicos é extremamente baixo.

Isso porque, em caso de colapso financeiro, o governo pode simplesmente emitir mais papel-moeda, o que, embora gere desequilíbrio inflacionário, ao menos garante o cumprimento da obrigação estatal com os investidores.

2. Risco de liquidez

Os investimentos de longo prazo são normalmente os que conseguem melhor retorno.

Muitos investidores iniciantes, no entanto, resgatam recursos antes do prazo previsto em contrato, sofrendo um desconto que costuma gerar prejuízos à operação.

Pior do que isso é que muitos ativos são difíceis de transformar em dinheiro no curto prazo (caso dos imóveis, por exemplo).

Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são exemplos de excelentes ativos, que remuneram muito acima da poupança, mas que têm baixa liquidez.

Para evitar esse risco, é altamente recomendável aplicar valores sem necessidade de resgate no curto/médio prazo e manter os títulos até o vencimento.

3. Risco de execução

Risco decorrente de falhas em sistemas/comandos equivocados de operadores ou assessores financeiros.
Imagine, por exemplo, que você opere na Bolsa de Valores e que, por engano, tenha disparado uma ordem de venda de suas 20.000 ações (compradas a R$ 30,00) para serem vendidas por R$ 10,00.

Nos dias de hoje, esse risco é muito mitigado devido aos sistemas automatizados e de negociação eletrônica, com pouca ou nenhuma interferência humana no processo.

Dar preferência a corretoras com alto nível de expertise também reduz significativamente esses riscos dos investimentos financeiros.

4. Risco operacional

Quais os riscos de abrir um negócio?

O risco operacional pode ser melhor explicado na negociação de ações. Por exemplo, imagine que você compre uma ação de uma empresa…dias depois, um executivo desta faz uma bobagem…ou, quem sabe, uma máquina expanda e suspenda a produção da fábrica por semanas seguidas.

Risco operacional é, enfim, qualquer fato não previsto previamente que paralise ou piore o operacional da empresa.

5. Risco de oscilação da taxa de juros

Risco ligado a quem investiu em renda fixa atrelada à taxa de juros pós-fixada ou então a quem investiu em renda fixa prefixada ou indexada à inflação e teve que se desfazer dos títulos antes de seu vencimento.

Para os títulos pós-fixados, como o próprio nome diz, a rentabilidade é fixada ao longo do tempo, seguindo uma taxa de juros de referência. Se essa taxa cai, os rendimentos caem junto. E vice-versa: se a taxa sobe, os rendimentos aumentam.

Já para os prefixados e indexados à inflação que forem vendidos antes do vencimento: se os juros caírem ao longo do período, você provavelmente terá um acréscimo de rentabilidade e venderá os títulos com lucro adicional.

Se os juros aumentarem, pode ser que haja redução no lucro ou até prejuízo devido à venda antecipada.

O segredo aqui é escolher os títulos de acordo com o cenário de tendência da taxa de juros ou se planejar para manter os títulos comprados na carteira até o vencimento, garantindo assim a remuneração acordada no momento da compra.

6. Risco de mercado

Quais os riscos de abrir um negócio?

Risco de mercado é a possibilidade de um ativo caminhar em direção contrária à que você esperava.

Mudanças no cenário político, variações de câmbio, divulgação de balanços com maus resultados, muitos fatores determinam o risco de mercado.

Esse risco influencia principalmente os investimentos em renda variável (ações, câmbio, mercados futuros de commodities e etc.) e aplicações em títulos que correm risco de crédito, como as debêntures.

Mas, se não é possível controlar esse risco plenamente, é possível gerenciar seus efeitos em sua carteira de investimentos.

7 estratégias para evitar riscos nos diversos tipos de investimentos financeiros

1. Conheça seu perfil de risco

O filósofo chinês Sun Tzu (544 a.C – 496 a.C.) já ensinava, muito antes de falarmos em mercado financeiro, que

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo, nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”.

Por exemplo, se você é jovem, possui estabilidade financeira, grande conhecimento sobre o mercado, reservas financeiras significativas e almeja ganhos audaciosos com suas aplicações, seu perfil indica a possibilidade de compor uma carteira que inclua investimentos mais arrojados (como ações, moeda estrangeira e derivativos).

Ter uma carteira alinhada com seu perfil é imprescindível para reduzir o potencial de risco em seus investimentos.

2. Diversifique sua carteira de ativos

Quais os riscos de abrir uma empresa?
Quais os riscos de abrir uma empresa?

Existem diversas estratégias para reduzir o impacto do risco de mercado sobre seus investimentos, e a principal delas é a diversificação de sua carteira.

Sabe aquela frase de avó “não coloque todos os ovos no mesmo cesto”? Pois é, se seus avós um dia lhe disseram isso, eles lhe ensinaram uma das maiores premissas do mercado financeiro!

Diversificar sua carteira reduz o risco médio dos ativos, o que faz com que um ativo que se valorize acabe compensando a desvalorização de outro (a mais clássica forma de proteger um patrimônio).

Esse é o princípio de um fundo multimercado, que agrega em uma mesma carteira ativos de maior risco (como ações, câmbio e derivativos) com ativos mais conservadores (CDB, LCI, títulos do Tesouro).

Quanto mais variados forem os seus investimentos, mais diferentes entre si serão seus resultados e maior a probabilidade de os vários resultados compensarem algum eventual problema que ocorra em algum deles.

3. Mergulhe na análise fundamentalista

Muito conhecida especialmente por quem costuma investir em renda variável, a análise fundamentalista é uma das mais tradicionais escolas de estudo de mercado.

Imagine que você receba as seguintes informações:

  • empresa X teve R$ 100 milhões de lucro em 2017;
  • empresa Y possui um endividamento da ordem de R$ 10 milhões.

O que isso quer dizer? Desprovido de outros parâmetros de avaliação, absolutamente nada.

A análise fundamentalista busca dar embasamento para que o investidor entenda, de fato, qual é a dimensão dos resultados da empresa em determinado período, além de fazer projeções para resultados futuros e determinar o preço justo dos ativos.

Essa técnica consiste no esforço em “dissecar” minuciosamente todos os detalhes mais importantes do balanço patrimonial,

Demonstrativos de Resultados do Exercício (DRE), Fluxo de Caixa, entre outros instrumentos de mensuração da performance financeira de uma organização.

Em seguida, traz esses resultados a valor presente e divide o valor pelo número de ações, encontrando o que chama de Preço Justo (nesse ponto, é feita uma comparação do “preço justo” encontrado com o valor de mercado das ações, a fim de verificar se estas estão caras ou baratas).

Além do P/L, há também outros inúmeros indicadores (como PV/PE), que também ajudam os investidores a formarem uma visão mais profunda sobre os ativos a serem negociados.

Isso não quer dizer que você vai se transformar da noite para o dia em um Warren Buffett; mas quer dizer, no entanto, que seus processos de decisão nos mais diversos tipos de investimentos financeiros serão pautados em uma análise detalhada, mais sólida e consciente.

4. Reserve um percentual de sua carteira a aplicações de capital protegido

Algumas aplicações em renda fixa (como LC, LCA e CDB) têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), conforme citado acima, que mitiga os riscos de perda do capital (respeitando o valor máximo de R$ 250 mil em cada instituição, por CPF).

Esses são exemplos de capital protegido. Mas há ainda a possibilidade de reduzir os riscos em renda variável, através do Certificado de Operação Estruturada (COE).

O COE é um investimento relativamente recente no país (criado pela Lei 12.249/2010). Flexível, essa modalidade de aplicação funde elementos de renda fixa e variável, além de ser estruturado a partir de cenários de ganhos e perdas construídos segundo o perfil de cada investidor.

Trata-se de uma espécie de versão nacional das Notas Estruturadas, comuns na Europa e nos Estados Unidos.

No investimento em bolsa com capital protegido, o investidor pode lucrar com a alta de um ativo (sem limites), mas em caso de queda, não é demasiadamente prejudicado, pois recebe o percentual do capital protegido contratado.

5. Faça periodicamente o rebalanceamento de sua carteira

Ter uma estratégia inteligente na alocação de ativos é essencial para obter sucesso e reduzir riscos.

O rebalanceamento parte da ideia de que, ao longo do tempo, os diversos tipos de investimentos financeiros que compõem sua carteira produzem diferentes retornos, alterando, por consequência, a participação de cada ativo em seu portfólio.

Com o passar dos meses/anos, é preciso recuperar as características originais de risco-retorno para não aumentar sua exposição a resultados negativos do mercado.

6. Utilize instrumentos de limitação de perdas (como as ordens “stop loss”)

Importância stop loss

Trata-se de um tipo de ordem de negociação em que você programa em seu Home Broker a perda máxima que está disposto a suportar em caso de queda de um ativo.

Se ele atingir esse patamar mínimo, uma ordem de venda é automaticamente disparada.

É excelente para manter o investidor dentro de sua estratégia e não permitir que fatores emocionais influenciam sua decisão.

7. Invista com instituições renomadas no mercado

O que está em jogo aqui é proteger-se contra o risco legal, geralmente associado à efetivação de parcerias com agentes não autorizados a captar aplicações financeiras.

Para evitar esse tipo de exposição, pesquise profundamente se a corretora de valores pretendida possui reconhecimento no mercado, se está listada na BM&FBovespa e qual o nível de atenção que ela dá à educação financeira de seus clientes.

V. CONCLUSÃO.

Espero que eu tenha te ajudado a dar o próximo passo numa gestão profissional a sua empresa.

Gestão responsiva é uma obrigação!

Lembre-se: Estude e aperfeiçoe-se, sempre!

Por fim, gostaria de reforçar mais uma vez quão fundamental é quebrar seus dogmas e paradoxos, abrindo os olhos para novas soluções.

“Esvazie sua xícara primeiro, só então você poderá provar meu chá.

Planejamentoe gestão financeira para novo negócio